Impasses e potencialidades do direito à participação popular no Brasil
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Apesar de receber tratamento robusto pela Constituição da República, a participação popular ainda possui obstáculos para se concretizar na realidade brasileira e tem sido alvo de controvérsias acerca da sua utilidade e de como deve ocorrer. Nesse cenário, o presente trabalho busca analisar duas experiências participativas com desenhos institucionais distintos dentro da Administração Pública Federal: os conselhos gestores de políticas públicas de âmbito nacional e as consultas e audiências públicas nas agências reguladoras federais. O objetivo é compreender (i) em que medida esses mecanismos podem ser tidos como vetores de democratização do Poder Executivo e (ii) quais os gargalos encontrados no cumprimento de seus objetivos constitucionais. A partir dessa análise, são apontados as fragilidades e acertos dessas experiências participativas em seu objetivo de concretizar o mandado constitucional por participação.
Sumário
PREFÁCIO………………………………………………………………………………………………… XV
APRESENTAÇÃO …………………………………………………………………………………….. XIX
INTRODUÇÃO………………………………………………………………………………………… 1
PARTE I
DEMOCRATIZAR A DEMOCRACIA – PREMISSAS TEÓRICAS …… 9
Capítulo 1
PRIMEIRA PREMISSA: O LUGAR DA PARTICIPAÇÃO
NA DEMOCRACIA É DOS GRANDES DEBATES DA
TEORIA DEMOCRÁTICA ………………………………………………………………………. 11
1.1. Modelos de democracia: o papel do cidadão em diferentes correntes… 11
1.2. Novas perspectivas sobre a representação e seus pressupostos……………. 22
Capítulo 2
SEGUNDA PREMISSA: A PARTICIPAÇÃO TEM LUGAR CENTRAL
NA CONSTITUIÇÃO ………………………………………………………………………………. 27
2.1. O tratamento dado pela Constituição à participação direta ………………. 27
2.2. Participação como elemento indissociável do Estado Democrático
de Direito…………………………………………………………………………………………………… 29
2.3. Participação como princípio constitucional……………………………………….. 30
2.4. Participação como direito fundamental……………………………………………… 34
2.5. Participação como condição para a elaboração de políticas públicas … 38
2.6. Uma escolha clara pela participação …………………………………………………… 41
Capítulo 3
TERCEIRA PREMISSA: A RELEVÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO
TEM SIDO UM TEMA EM DISPUTA NO BRASIL NOS
ÚLTIMOS ANOS………………………………………………………………………………………. 43
3.1. As interpretações múltiplas dos pedidos das ruas de 2013 por
maior voz na política…………………………………………………………………………………. 45
3.2. A Política Nacional de Participação Social: uma tentativa de
resposta à crise por meio do aprofundamento dos canais participativos….. 52
3.3. O declínio dos meios de participação direta pós-2016 e perspectivas
de retomada pós-2023 ………………………………………………………………………………… 57
Capítulo 4
QUARTA PREMISSA: O DESENHO INSTITUCIONAL TRAZ
CONSEQUÊNCIAS CONCRETAS PARA AS EXPERIÊNCIAS
PARTICIPATIVAS …………………………………………………………………………………….. 63
4.1. A relevância das instituições e do seu desenho institucional ……………… 63
4.2. Diferentes desenhos institucionais de instituições participativas
no Brasil …………………………………………………………………………………………………….. 69
PARTE II
A EXPERIÊNCIA PARTICIPATIVA NAS AGÊNCIAS
REGULADORAS………………………………………………………………………………………….. 73
Capítulo 5
A PARTICIPAÇÃO NAS AGÊNCIAS REGULADORAS: UMA
ALTERNATIVA PARA A LEGITIMAÇÃO DEMOCRÁTICA ……………….. 75
5.1. A relevância dos mecanismos de participação em agências
reguladoras no Brasil …………………………………………………………………………………. 75
5.2. A evolução do tratamento normativo da participação em
agências: do tratamento assistemático à Lei das Agências…………………………. 85
5.3. O atual desenho institucional da participação em agências
reguladoras: LGA e suas críticas ………………………………………………………………… 95
Capítulo 6
ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA: UM RETRATO DA PARTICIPAÇÃO
EM AGÊNCIAS REGULADORAS………………………………………………………………… 103
6.1. O perfil da participação das agências………………………………………………….. 105
6.1.1. ANTT…………………………………………………………………………………………. 105
6.1.2. Anvisa…………………………………………………………………………………………. 116
6.1.3. ANEEL……………………………………………………………………………………….. 128
6.1.4. ANS ……………………………………………………………………………………………. 140
6.2. Principais pontos comuns encontrados………………………………………………. 145
Capítulo 7
GARGALOS E ENTRAVES PARA UMA PARTICIPAÇÃO
DEMOCRATIZANTE ………………………………………………………………………………. 153
7.1. A busca por maior dialeticidade entre a decisão e as contribuições…… 153
7.2. Hiper-representação e sub-representação de interesses: o risco de a
participação nas agências ser capturada por grupos de pressão ………………… 157
PARTE III
OS CONSELHOS GESTORES DE POLÍTICAS PÚBLICAS ……………… 165
Capítulo 8
A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS CONSELHOS GESTORES DE
POLÍTICAS PÚBLICAS: CONSELHOS PRÉ E PÓS-1988 ………………………. 167
8.1. Os conselhos pré e pós-1988……………………………………………………………….. 167
8.2. A expansão e o perfil dos conselhos nacionais nas décadas que
seguiram a promulgação da CRFB…………………………………………………………….. 173
8.3. O desmonte dos conselhos gestores de políticas públicas e a
resistência oferecida pelo Supremo Tribunal Federal………………………………… 176
8.3.1. ADI no 6.121/DF ……………………………………………………………………….. 178
8.3.2. ADPF no 622/DF ……………………………………………………………………….. 181
8.3.3. ADPF no 623/DF ……………………………………………………………………….. 186
8.3.4. ADPF no 651/DF ……………………………………………………………………….. 190
8.3.5. A atuação decisiva do STF para a manutenção do desenho
dos conselhos e as novas perspectivas para esses colegiados……………….. 192
Capítulo 9
O DESENHO INSTITUCIONAL DOS CONSELHOS GESTORES
DE POLÍTICAS PÚBLICAS: NATUREZA JURÍDICA, ATORES E
FUNCIONAMENTO ……………………………………………………………………………….. 197
9.1. A natureza jurídica dos conselhos e sua estreita relação com a
Chefia do Poder Executivo………………………………………………………………………… 200
9.2. Formas de atuação dos conselhos: funções consultiva, deliberativa
e gestora de fundos…………………………………………………………………………………….. 206
9.3. Formas de composição dos colegiados……………………………………………….. 211
9.4. Formas de escolha dos conselheiros e da presidência dos conselhos….. 216
Capítulo 10
OS CONSELHOS COMO FORMA DE DEMOCRATIZAÇÃO
DO ESTADO: ESTUDOS EMPÍRICOS SOBRE SUAS
POTENCIALIDADES E DESAFIOS ………………………………………………………… 223
10.1. Conselhos enquanto possibilidade de reduzir assimetrias presentes
na representação eleitoral…………………………………………………………………………… 223
10.2. A pluralidade e capacidade de diálogo entre Estado e sociedade
civil nos conselhos à luz de pesquisas empíricas……………………………………….. 229
10.2.1 Análise dos conselhos à luz da sua pluralidade e distribuição
de poder……………………………………………………………………………………………….. 229
10.2.2. Os conselhos nacionais sob a perspectiva dos conselheiros:
desenho institucional e efetividade……………………………………………………… 232
10.3. Considerações sobre a pluralidade e impactos dos conselhos
nacionais…………………………………………………………………………………………………….. 243
CONCLUSÃO…………………………………………………………………………………………… 251
REFERÊNCIAS …………………………………………………………………………………………. 269
APÊNDICE A – NORMAS INFRALEGAIS SOBRE AUDIÊNCIAS
E CONSULTAS PÚBLICAS NAS AGÊNCIAS ANTES DA LEI
DAS AGÊNCIAS……………………………………………………………………………………….. 279
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